Foto: Publicidade da Anagram Bookshop, em Praga.
Ler livros é uma atividade muito importante para a formação cultural e intelectual de qualquer pessoa. Os adolescentes, ou grande parte deles, lêem muito pouco, e na maioria das vezes somente os livros indicados pelas escolas. E, em uma sociedade como a que vivemos, onde a comunicação audio-visual é tão predominante, este hábito vem se tornando cada vez mais raro. Por que isso acontece? A literatura infantil, assim como a leitura, enquanto fenômenos sociais, foram alvo de uma motivação maior quando da consolidação da classe burguesa e da economia capitalista, na Europa do século XVIII. Isso se deu por conta da necessidade de escolarização das massas operárias em ascensão e a industrialização da literatura, por intermédio do desenvolvimento dos novos meios de comunicação de massa. No Brasil, estes fenômenos começam a se reproduzir apenas na passagem do século XIX para o XX. Segundo o Ministério da Educação, o brasileiro lê, em média, dois livros por ano, sendo um deles de cunho didático. Ou seja, anualmente, o brasileiro lê apenas um livro pelo simples prazer da leitura. Afirma-se que existem algumas razões para a pouca leitura do brasileiro: seu baixo índice de escolaridade; o reduzido número de bibliotecas públicas e sua concentração nos grandes centros urbanos; o alto preço dos livros e o pouco estímulo dado à leitura pelas escolas. E mesmo entre as elites esta situação não é muito diferente. Encontramos neste caso, algumas outras explicações: a cultura capitalista nos ensina a aplicar todo o tempo na obtenção de lucro; a velocidade da informação, que em nosso século está cada vez mais vertiginosa; e a efervescência dos veículos literários destinados a agradar o mais confortavelmente possível os leitores, baixando assim o nível de esforço para ler, como no caso das revistas. No caso dos adolescentes, há que se concordar que não é comum vê-los lendo um livro. Na sociedade atual, são os meios de comunicação os maiores influenciadores e ditadores do comportamento dos adolescentes. Não há maneira melhor de transmitir informação densa do que por meio de uma história. Por isso elas têm poder. E os livros incorporam esse poder. Cada livro lido tem a capacidade de nos transformar, e essa mudança passa a fazer parte da nossa história pessoal. A sequência das obras lidas por cada um é única pessoal e intransferível. Não há maneira melhor de transmitir informação densa do que por meio de uma história. Por isso elas têm poder. E os livros incorporam esse poder. Cada livro lido tem a capacidade de nos transformar, e essa mudança passa a fazer parte da nossa história pessoal. A sequência das obras lidas por cada um é única, pessoal e intransferível. A leitura, na nossa sociedade, é uma forma de dar voz ao cidadão e é preciso prepará-lo para tornar-se um sujeito no ato de ler. Quer dizer, o livro deve levar a uma leitura/interpretação da vida que ajude o indivíduo na transformação do mundo. (Fernanda Bergier Cardoso)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Veja bem o que voce irá escrever!!!